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Desde a graduação em Geografia na UFPE que fotografo e penso a fotografia como forma de comunicar, documentar e promover reflexões/propostas de mudança social. São mais de 15 anos com isso remoendo no juízo.

O acesso ao conhecimento geográfico e a vivência universitária em 1998 foram os primeiros passos no sentido de organizar as questões sociais experenciadas até então – quando começou a construção do olhar imagético.

A formação fotográfica e política foram na rua. A máquina foi de um primo – “fica com ela pra tu, ela não tira foto boa” – uma Zenit com lente 50mm. O manuseio com a internet no primeiro computador da família e um colega de faculdade.

Este processo continuo de construção me levou ao autorreconhecimento como ser social e político, e ao envolvimento com povos indígenas e quilombolas (2012), Movimento Ocupe Estelita (2014) e MTST-PE (2016). E alguns trabalhos surgiram.

Um deles é o Encantados da Serra que, em 2015, fiz um mergulho no território do povo indígena Pankará e quilombo-indigena Tiririca dos Crioulos no sertão pernambucano. A parceria resultou numa série de vídeos e fotografias com a população mais velha dessas comunidades.

Hoje, com 39 anos tenho trabalhos publicados em veículos de comunicação, fotos em exposições coletivas dentro e fora do Brasil; e continuo desenvolvendo documentação e pesquisa independente com movimentos sociais nos espaços rurais e urbanos.